Sindicato Independente dos Médicos

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Comunicado: Acessibilidade ao Hospital de Braga

9 março 2026

O acesso ao Hospital de Braga, inexplicavelmente, realiza-se por UM único acesso rodoviário. Este acesso é utilizado simultaneamente por veículos particulares (utentes e visitas), públicos (autocarros e de transporte de doentes) e serviços de emergência (INEM e ambulâncias de transporte de doentes urgentes).

Esta única via serve todas as valências assistenciais do hospital, incluindo serviço de urgência/emergência, e ainda para acesso a quatro parques de estacionamento.

Se, por um lado, o Hospital de Braga, que serve direta e indiretamente mais de 1,2 milhões de utentes, tem sido aplaudido pela sua crescente atividade assistencial – facto insistentemente sublinhado por todos os quadrantes políticos –, por outro, as condições de acesso para funcionários e utentes em nada têm sido melhoradas. Os funcionários têm sido inclusivamente penalizados por um injustificável crescente custo de parqueamento.

Por este facto – e desde há anos – o acesso ao hospital, em especial em horas de pico, tem sido um verdadeiro calvário que submete funcionários e utentes a um stressante, desgastante e penoso percurso. Esta situação prejudica diretamente a qualidade do trabalho assistencial dos funcionários e a qualidade dos serviços médicos prestados.

Ao longo dos anos, diversos alertas têm sido feitos para este facto, mas tem havido uma inércia inexplicável das entidades envolvidas, designadamente da então PPP, da administração do hospital, do Ministério da Saúde e dos responsáveis da Câmara Municipal, para resolução desta situação.

O SIM alerta para o risco que decorre da atual incapacidade de resposta do Hospital perante um cenário de grande emergência. Os episódios recentes de tempestades mostram como eventos súbitos podem colocar forte pressão sobre os serviços e reforçam a necessidade de planeamento e preparação. Um hospital com um único acesso não consegue garantir uma resposta adequada numa situação destas.

O SIM apela, com urgência, à:
  • Abertura de um novo acesso para funcionários e utentes, que seria facilmente realizável;
  • Criação de outra via rodoviária alternativa;
  • Dinamização de um serviço público de transporte capaz, que torne desnecessário o uso de transporte individual;
  • Inversão da crescente penalização dos funcionários que, por inexistência de alternativas, têm de suportar custos muito significativos pelo parqueamento.
Estes médicos e restantes profissionais que tanto dão de si merecem reconhecimento e condições que reflitam o seu esforço e dedicação.