Sindicato Independente dos Médicos

Recortes Imprensa

Revista nortemédico: Internato Médico – Perspetiva do Sindicato Independente dos Médicos

6 maio 2026

Revista nortemédico, janeiro-março 2026 

Em entrevista à revista Nortemédico, o Secretário-Geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Nuno Rodrigues, aborda o papel do sindicato na representação dos médicos internos e os principais desafios que estes enfrentam no Serviço Nacional de Saúde (SNS). 

O dirigente destaca que os médicos internos continuam a enfrentar condições exigentes, com carga horária elevada, trabalho suplementar frequente e dificuldades no acesso ao descanso compensatório. A estas exigências soma-se uma forte componente formativa — relatórios, investigação e avaliações — que muitas vezes não está integrada no tempo de trabalho. 

No âmbito da ação sindical, Nuno Rodrigues refere que o SIM tem procurado responder às situações reportadas pelos médicos internos, acompanhando casos concretos e defendendo a regularização de situações de incumprimento. Destaca ainda medidas recentes com impacto na valorização destes profissionais, nomeadamente ao nível remuneratório. “Dos processos negociais com dois ministros, Manuel Pizarro e Ana Paula Martins resultaram medidas concretas com impacto direto nos médicos internos, com ganhos claros face à situação anterior. Ao nível remuneratório, o internato registou valorizações até 26,9%, representando aumentos mensais superiores a 500€ entre 2023 e 2027 nalgumas posições.”, afirma. Os internos entre o 4.º e 6.º ano passaram ainda a receber 80% da posição de assistente por trabalho suplementar em Serviço de Urgência. 

Destaca, também, que “em 2025 foi consagrado o pagamento automático como especialistas após a homologação. Antes deste acordo, existia incerteza na transição para especialista, com atrasos na atualização remuneratória e, em muitos casos, necessidade de recurso a vias administrativas ou judiciais.” 

Apesar dos avanços, o Secretário-Geral do SIM considera que subsistem desafios importantes, como a necessidade de reforçar a previsibilidade na organização do trabalho, garantir progressão na carreira e assegurar condições que promovam a fixação dos médicos mais jovens no SNS. 

Por fim, deixa um apelo aos médicos internos: “O SIM é a vossa casa para quem quer exigir mais, com uma atuação pragmática e focada em resultados concretos. A melhoria das condições de trabalho e da qualidade da formação depende também da vossa capacidade de intervenção.” 

Leia na íntegra na Revista nortemédico.