Sindicato Independente dos Médicos

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URGÊNCIA DO HOSPITAL AVEIRO EM DIFICULDADES

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6 março 2007

Segundo declarações à comunicação social do Director da Urgência do Hospital de Aveiro, António Isidoro, este serviço registou um aumento médio de 13,8% desde que encerraram parcialmente os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) em Aveiro, Albergaria-a-Velha e Vagos, encerrados durante a noite e aos fins de semana desde Outubro.
O director da UA, António Isidoro, admite que o serviço não está preparado para receber tanta gente, reconhecendo que o atendimento perdeu qualidade e há cada vez há mais doentes a esperar mais tempo na Urgência. António Isidoro não tem dúvidas que as enchentes se devem ao fecho dos SAP. A estatística não engana. "Desde Outubro, mês em que encerraram parcialmente o SAP, até final de Fevereiro, a percentagem dos utentes provenientes das áreas que eram servidas pelo SAP aumentou 68% no caso de Aveiro, 14% relativamente a Albergaria e 13% em relação a Vagos". Na Murtosa, devido às obras do SAP, também se registou um aumento de 3%.
Perante este quadro, a nova directora clínica, Lurdes Sá, e o restante Conselho de Administração, "decidiram reforçar as equipas, de forma a satisfazer de forma mais eficaz as necessidades da Urgência", revela António Isidoro. O reforço, adianta, "passará de imediato por conseguir mais clínicos gerais e internistas". O director da Urgência acredita que nas próximas semanas já contará com mais médicos.
Outro motivo de preocupação para aqueles responsáveis é o anunciado encerramento da Urgência de Estarreja: "A Urgência do Hospital de Aveiro não tem, actualmente, capacidade para receber os doentes que actualmente são atendidos na Urgência do Hospital de Estarreja". António Isidoro até considera que a proposta dos peritos "está tecnicamente bem elaborada", mas é "politicamente inoportuna". "Deveria ser precedida pela efectiva reforma das Unidades Familiares de Saúde, organização do transporte prioritário e secundário de doentes por parte do INEM/Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e da rede de cuidados continuados", refere o director da Urgência de Aveiro. Se tal acontecer, e para o serviço não entrar em ruptura, "é obrigatório reforçar todas as valências da Urgência de Aveiro".